NIST SP 800-34 (Contingency Planning) Guia — continuidade de TI
39 controles, organizados por grupo, com resumo em português.
Guia do NIST para planejamento de contingência de sistemas de informação, organizado nos 7 passos oficiais do processo (política, análise de impacto no negócio, controles preventivos, estratégias, desenvolvimento do plano, teste/treinamento/exercícios e manutenção). Complementa a ISO 22301: enquanto a ISO cobre continuidade de negócios no nível organizacional, o SP 800-34 é focado no Information System Contingency Plan (ISCP) — o ângulo técnico e tático de recuperação de sistemas.
Fonte oficial · A cor indica o perfil em que cada controle entra: Básico Intermediário Avançado.
Texto oficial (obra do governo dos EUA, domínio público, Rev. 1 de 2010, sem revisão mais nova). Onde o documento tem número de seção oficial, ele é citado na descrição; onde só há lista solta (Passos 1, 3 e 7), a numeração dos itens é editorial da InfoCuestaSec, não do NIST. Divisão em perfis é didática.
P1 Passo 1 — Política de Planejamento de Contingência
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P1.1
A política de contingência define papéis e responsabilidades claros. Numa emergência real, não é hora de descobrir quem decide o quê — papéis claros na política evitam essa confusão.Básico
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P1.2
A política de contingência define o escopo (quais sistemas são cobertos). Sem escopo definido, sistemas críticos podem ficar de fora do plano sem que ninguém perceba até o incidente acontecer.Básico
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P1.3
A política define os requisitos de recursos (orçamento, pessoal, ferramentas) para contingência. Um plano sem orçamento e recurso alocado é só uma intenção — não sobrevive ao primeiro teste real.Intermediário
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P1.4
A política define os requisitos de treinamento em contingência. Plano bem escrito e equipe sem treinamento é a combinação clássica que falha na hora da execução real.Intermediário
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P1.5
A política define o cronograma de exercícios e testes do plano. Sem cronograma definido, testes de contingência tendem a nunca acontecer — sempre há algo "mais urgente".Intermediário
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P1.6
A política define o cronograma de manutenção e revisão do plano. Um plano nunca revisado fica desatualizado em relação a sistemas, contatos e riscos que mudaram desde a última versão.Intermediário
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P1.7
A política define a frequência mínima de backup exigida. Backup infrequente demais significa que, na hora de recuperar, o dado disponível já está velho demais para ser útil.Intermediário
P2 Passo 2 — Análise de Impacto no Negócio (BIA)
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P2.1
São determinados os processos de negócio e a criticidade de recuperação de cada sistema (§3.2). Sem saber quais sistemas sustentam quais processos de negócio, não dá para priorizar recurso de recuperação.Básico
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P2.2
São identificados e estimados o impacto da interrupção e o tempo de indisponibilidade tolerável (MTD/RTO/RPO). MTD/RTO/RPO são os números que decidem quanto investir em cada estratégia — sem eles, a decisão vira chute.Básico
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P2.3
São identificados os requisitos de recursos necessários para a recuperação de cada sistema (§3.2). Levantar recurso necessário DEPOIS de um incidente é tarde demais — o BIA existe pra isso ser feito antes.Intermediário
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P2.4
São definidas as prioridades de recuperação entre os recursos do sistema (§3.2). Recurso de recuperação é sempre limitado — sem prioridade clara, tudo compete pela mesma atenção na hora da crise.Intermediário
P3 Passo 3 — Controles Preventivos
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P3.1
Controles preventivos são identificados para cada sistema (ex.: nobreak, gerador, supressão de incêndio, backup frequente). Prevenir é sempre mais barato que recuperar — identificar o controle certo evita que o incidente aconteça.Básico
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P3.2
Os controles preventivos identificados são implementados de fato. Controle identificado e nunca implementado é só um item de lista, não uma proteção real.Intermediário
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P3.3
Os controles preventivos implementados são mantidos e testados periodicamente. Um nobreak ou gerador que nunca é testado pode falhar justamente na hora em que mais precisa funcionar.Intermediário
P4 Passo 4 — Estratégias de Contingência
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P4.1
A estratégia de backup e recuperação de dados está definida (§3.4.1). Sem estratégia de backup clara, a recuperação de dados vira improviso no meio do incidente.Básico
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P4.2
Os métodos de backup e o armazenamento fora do site (offsite) estão definidos (§3.4.2). Backup guardado no mesmo local do sistema original não protege contra desastre físico (incêndio, enchente) que afete os dois juntos.Intermediário
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P4.3
O tipo de site alternativo (frio, morno, quente, móvel ou espelhado) está definido conforme a criticidade do sistema (§3.4.3). O tipo de site alternativo (frio a espelhado) define o tempo real de recuperação — escolher o tipo errado custa caro ou é lento demais.Intermediário
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P4.4
A estratégia de substituição de equipamentos em caso de perda está definida (§3.4.4). Sem plano de substituição de equipamento, um hardware perdido pode travar a recuperação por semanas, esperando compra emergencial.Intermediário
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P4.5
O custo de cada estratégia de contingência é considerado formalmente na escolha (§3.4.5). A estratégia mais robusta nem sempre é a mais adequada — custo tem que entrar na decisão, senão o plano fica inviável na prática.Avançado
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P4.6
Papéis e responsabilidades específicos da estratégia de contingência escolhida estão definidos (§3.4.6). Cada estratégia de contingência tem sua própria logística — sem papel definido, ninguém sabe quem executa o quê.Intermediário
P5 Passo 5 — Desenvolvimento do Plano (ISCP)
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P5.1
As informações de apoio do plano (visão geral do sistema, conceito de operações) estão documentadas (§4.1). Sem contexto documentado (o que o sistema faz, como opera normalmente), quem executa o plano numa crise real não tem referência.Básico
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P5.2
Os critérios e o procedimento de ativação do plano estão definidos (§4.2.1). Sem critério claro de quando ativar o plano, a decisão de acionar (ou não) fica em cima da hora, sob pressão.Básico
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P5.3
Os procedimentos de notificação da fase de ativação estão definidos (§4.2.2). Notificação lenta ou mal definida atrasa toda a cadeia de resposta que depende dela.Intermediário
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P5.4
O processo de avaliação de danos (outage assessment) na ativação está definido (§4.2.3). Sem avaliar o dano real primeiro, a resposta pode ser desproporcional (de menos ou de mais) ao problema de verdade.Intermediário
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P5.5
A sequência das atividades de recuperação está definida (§4.3.1). Recuperar componentes fora de ordem pode desperdiçar esforço ou até impedir que o sistema volte a funcionar de forma consistente.Intermediário
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P5.6
Os procedimentos de recuperação passo a passo estão documentados (§4.3.2). Procedimento vago ("restaurar o sistema") não é executável sob pressão — precisa ser passo a passo, testável.Intermediário
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P5.7
Os procedimentos de escalonamento e notificação durante a recuperação estão definidos (§4.3.3). Sem critério de escalonamento, um problema que cresce durante a recuperação pode não chegar a quem precisa decidir a tempo.Avançado
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P5.8
A fase de reconstituição (validar o sistema e retomar operações normais) está definida (§4.4). Voltar rápido demais ao normal, sem validar, pode reintroduzir o mesmo problema que causou a interrupção.Intermediário
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P5.9
Os apêndices do plano (contatos, procedimentos técnicos, diagramas) estão mantidos atualizados (§4.5). Apêndice desatualizado (contato errado, procedimento antigo) é onde planos bem escritos falham na hora H.Avançado
P6 Passo 6 — Teste, Treinamento e Exercícios (TT&E)
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P6.1
O plano de contingência é testado periodicamente para validar sua eficácia (§3.5.1). Um plano nunca testado tende a falhar de formas que só aparecem na prática, não na teoria.Básico
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P6.2
A equipe é treinada nos seus papéis e responsabilidades dentro do plano (§3.5.2). Treinamento é o que transforma o plano escrito em ação coordenada de verdade durante um incidente.Intermediário
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P6.3
Exercícios (tabletop ou funcionais) são realizados para simular a execução do plano (§3.5.3). Exercício revela lacunas (comunicação, dependência esquecida) que a leitura do documento sozinha nunca mostraria.Intermediário
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P6.4
Existe um programa formal de TT&E, com escopo, tipos de exercício e frequência definidos (§3.5.4). Sem programa formal, teste e treinamento viram eventos esporádicos em vez de prática recorrente e evolutiva.Avançado
P7 Passo 7 — Manutenção do Plano
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P7.1
Os requisitos operacionais e de segurança do plano são revisados periodicamente. Requisito de segurança e operação muda com o tempo — plano parado no tempo protege contra um cenário que já não existe.Básico
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P7.2
Os procedimentos técnicos do plano são revisados e atualizados. Procedimento técnico desatualizado (versão de sistema errada, passo obsoleto) trava a recuperação no momento crítico.Intermediário
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P7.3
Os contatos da equipe de contingência e dos fornecedores são mantidos atualizados. Contato de fornecedor ou da equipe desatualizado transforma o primeiro passo da resposta numa perda de tempo evitável.Intermediário
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P7.4
Os requisitos do site alternativo e os contratos associados são revisados. Um contrato de site alternativo vencido ou não renovado descobre-se, no pior momento possível, no meio do incidente.Intermediário
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P7.5
Acordos de apoio (MOUs, SLAs) relacionados à contingência são revisados. Acordo de apoio (MOU/SLA) que não é revisado pode não cobrir mais o cenário real de dependência da organização.Intermediário
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P7.6
O escopo dos testes e o alinhamento do plano com outros planos relacionados (BCP, DRP, COOP) são revisados. Planos que deveriam se complementar (BCP, DRP, COOP, ISCP) e não estão alinhados podem se contradizer numa crise real.Avançado