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OWASP Top 10 (2025) Referência de riscos

10 controles, organizados por grupo, com resumo em português.

Fazer a avaliação

Documento de conscientização que apresenta as categorias de riscos mais relevantes em aplicações web. Ajuda equipes a entender as vulnerabilidades mais importantes, mas não deve ser usado isoladamente como framework completo de compliance ou metodologia detalhada de auditoria. O Top 10 indica o que pode dar errado; o OWASP ASVS ajuda a verificar quais controles implementar. Esta é a edição 2025, que traz duas categorias novas (cadeia de suprimentos e tratamento de erros) e consolidou o SSRF no A01.

Fonte oficial · A cor indica o perfil em que cada controle entra: Básico Intermediário Avançado.

Riscos oficiais do OWASP Top 10 2025 (material aberto, CC). Descrições em português pela InfoCuestaSec. Para avaliações técnicas e homologação, use o OWASP ASVS, com requisitos verificáveis organizados por níveis. Divisão em perfis é didática.

top10 OWASP Top 10 (2025)

  • A01
    Broken Access Control — falhas de controle de acesso (usuário faz o que não deveria); inclui SSRF. Acontece quando usuários conseguem acessar dados ou funções além do permitido — ver contas alheias, alterar registros, virar admin. Segue como risco nº 1 e, no Top 10:2025, passou a incluir o SSRF; garanta que cada ação verifique a permissão no servidor, nunca só na tela. Exemplo: Um usuário troca o id=123 por id=124 na URL do pedido e passa a ver a nota fiscal de outro cliente — o servidor devolveu o dado sem conferir de quem era.
    Básico
  • A02
    Security Misconfiguration — configuração de segurança incorreta ou padrão. Configurações inseguras ou de fábrica: serviços expostos, permissões abertas, erros detalhados, recursos desnecessários ligados. Subiu para a 2ª posição em 2025 — endureça e revise as configurações de todo o ambiente. Exemplo: O painel admin continua exposto na internet com a senha padrão admin/admin, e as telas de erro mostram o caminho dos arquivos e a versão do banco.
    Básico
  • A03
    Software Supply Chain Failures — falhas na cadeia de suprimentos de software (dependências, build, CI/CD, distribuição). Vai muito além de usar biblioteca desatualizada: cobre todo o processo de construir, distribuir e atualizar software — dependências, ferramentas, pipeline de CI/CD e canal de update. Mantenha inventário de componentes (SBOM), verifique integridade e proteja o acesso ao pipeline. Exemplo: O worm Shai-Hulud (2025) se espalhou sozinho pelo npm: infectou mais de 500 versões de pacotes usando scripts de post-install para roubar credenciais e se propagar para outros pacotes com os tokens furtados.
    Intermediário
  • A04
    Cryptographic Failures — falhas de criptografia/proteção de dados sensíveis. Falta ou uso errado de criptografia expõe dados sensíveis (senhas, cartões, dados pessoais) em trânsito ou em repouso. Use HTTPS/TLS, algoritmos fortes e nunca guarde senha em texto claro. Exemplo: O site aceita login em HTTP puro e guarda as senhas em MD5; quando o banco vaza, as senhas originais são recuperadas em minutos com uma tabela pronta.
    Básico
  • A05
    Injection — injeção (SQL, comandos, etc.) por entrada não validada. Entrada não validada é interpretada como comando (SQL, NoSQL, sistema operacional), permitindo roubar ou destruir dados. Previna com consultas parametrizadas e validação/escape das entradas. Exemplo: O campo de busca monta a consulta concatenando texto: alguém digita ' OR '1'='1 e a aplicação devolve a tabela inteira de clientes.
    Básico
  • A06
    Insecure Design — design inseguro (falta de threat modeling e de padrões seguros). Falhas que nascem na concepção do sistema, não no código — faltou pensar em segurança desde o design (threat modeling, padrões seguros). Nenhuma implementação bem feita conserta um design inseguro. Exemplo: O fluxo de 'esqueci minha senha' usa pergunta secreta ('nome do seu cachorro') que se descobre nas redes sociais — o código está correto, o desenho é que é inseguro.
    Intermediário
  • A07
    Authentication Failures — falhas de autenticação e de gestão de sessão. Falhas no login e na sessão — senhas fracas, força bruta, sessões que não expiram, falta de MFA. Permitem que atacantes assumam contas de usuários. Exemplo: O login não limita tentativas nem exige MFA; um script testa milhares de senhas vazadas de outros sites até entrar (credential stuffing).
    Básico
  • A08
    Software or Data Integrity Failures — falhas de integridade de software ou de dados. Confiar em código, atualizações ou dados sem verificar a integridade. Enquanto o A03 trata da cadeia de suprimentos como processo, aqui o foco é a verificação de integridade em si — assine e valide o que você executa e desserializa. Exemplo: O pipeline de CI baixa um script de build de uma URL sem verificar assinatura — quem controlar aquele endereço passa a executar código em produção.
    Avançado
  • A09
    Security Logging and Alerting Failures — falhas de registro e de alerta de segurança. Sem registros e alertas adequados, ataques passam despercebidos e a resposta chega tarde. Em 2025 o nome passou a destacar o alerta: não basta registrar, é preciso detectar e avisar. Registre eventos de segurança, proteja os logs e configure alertas. Exemplo: Um atacante testa senhas por semanas e ninguém percebe: o sistema não registra falha de login nem dispara alerta, e a invasão só aparece quando o cliente reclama.
    Intermediário
  • A10
    Mishandling of Exceptional Conditions — tratamento inadequado de erros e condições excepcionais (fail-open). Categoria nova em 2025: o sistema lida mal com o inesperado — exceção não tratada, erro que vaza detalhes internos, transação que falha no meio sem rollback e, o pior caso, o fail-open (falhou, então liberou). Trate o erro na origem, feche em estado seguro e reverta por completo o que deu errado. Exemplo: Uma transferência em várias etapas falha no meio e não faz rollback completo: a conta é debitada sem o crédito correspondente, e quem descobre a corrida passa a repetir o débito de propósito.
    Avançado